Fonte: Agência Brazil News
Fotos: Emi Takahashi / Brazil News
O livro “Roberto Burle Marx na Fazenda Vargem Grande” reúne registros inéditos da criação na década de 1980, do jardim (aberto à visitação) situado ao pé da Serra da Bocaina, na região de Areias (SP), no Vale do Paraíba, combinando textos, depoimentos, projetos e fotos de diversos fotógrafos. Ao longo das páginas e conforme a intenção das autoras Bel Gomes e Malu Gomes, o leitor fará uma imersão em uma obra de arte viva acompanhando não apenas o desenvolvimento da obra, execução e manutenção, mas também as histórias, os afetos e os encontros que o tornaram possível. “Compartilhar esta história que completa cinco décadas revela a força do tempo como elemento essencial de sua construção”, diz Bel Gomes, que acompanha desde o início cada etapa da feitura e preservação do jardim.
Fruto da parceria entre Burle Marx e Clemente Fagundes Gomes (engenheiro e empresário), o jardim se destaca pela integração precisa entre espécies nativas, tropicais, exóticas e aquáticas, em diálogo com a paisagem da Mata Atlântica.
O livro registra também os bastidores da restauração do casarão do século XIX e traz relatos de colaboradores, especialistas e pessoas que contribuíram para a preservação desse patrimônio ao longo de cinco décadas. “Entre os principais elementos desta obra paisagística viva estão a amizade, a parceria, o cuidado e o tempo. Compartilhar esse material é uma forma de homenagear e agradecer a dupla que deixou esse legado. É uma obra de arte, uma aula de paisagismo, de botânica, de arquitetura, de física e de humanidade. Uma obra fascinante e que na opinião de muitos, um patrimônio da maior importância, completa Leopoldo Pacheco, que ao lado de Bel e Malu cuida de sua preservação há mais de três décadas.
O jardim, considerado um dos mais belos de Roberto, é reconhecido internacionalmente como uma obra-prima pela dimensão, pela coleção de espécies botânicas nativas, tropicais, exóticas e aquáticas, assim como pela harmonia do conjunto de plantas, incorporadas com maestria e genialidade à Mata Atlântica do entorno. Os depoimentos são de pessoas que estiveram ligadas a Roberto, a Clemente e ao jardim ao longo desses 50 anos são colaboradores de Roberto que trabalharam no projeto e na execução do jardim, e amigos que orientaram e ajudaram a preservar esse patrimônio histórico, cultural, paisagístico e ambiental conforme o projeto original.
Devido a sua complexidade, a manutenção é coordenada por Leopoldo Pacheco, companheiro e parceiro de vida de Bel Gomes, (filha de Clemente, fotógrafa e editora) que assumiu a função, sob a orientação técnica do engenheiro agrônomo Jorge Sakai, grande conhecedor da obra de Roberto Burle Marx.
Apesar de ser um jardim particular, o espaço é aberto para visitas agendadas. Um passeio para percorrer a imensidão do jardim, que também serve como um espaço de contemplação, e onde há caminhos no chão que sugerem possíveis trajetos e sons do jardim.














