Fonte: Comunicação PAS
Foto: Divulgação PAS
A perda auditiva representa uma das condições crônicas mais prevalentes entre os idosos, sendo considerada problema de saúde pública mundial devido ao seu impacto biopsicossocial e econômico significativo. A privação auditiva acarreta limitações na comunicação, isolamento social, depressão e declínio cognitivo, comprometendo a autonomia e a integração do indivíduo à sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 430 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com perda auditiva incapacitante e a maioria pertence à população acima de 60 anos. Estima-se que, até 2050, esse número ultrapasse 700 milhões, impulsionado principalmente pelo envelhecimento populacional global.
Dr. Pedro Perez, médico otorrinolaringologista do Padre Albino Saúde, afirma que o número de pessoas com surdez no Brasil tende a aumentar por diversos fatores. “Um deles é o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. O Brasil possui mais cidadãos idosos do que em décadas passadas e como entre 60 e 65 anos o indivíduo começa a ter perdas significativas de audição, intensificada com o passar dos anos, é natural que a porcentagem de brasileiros que sofrem com a perda de audição seja maior em relação aos anos anteriores. Outro fator é a exposição ao ruído “de modo geral e não só nas grandes cidades. Em locais de trabalho, como oficinas mecânicas, metalúrgicas e pequenas indústrias, o risco de prejuízos à audição é maior pela falta do uso de protetor auditivo e pela ausência de fiscalização eficiente. Além disso, o uso de aparelhos de som, fones de ouvido e celulares com volumes elevados, degeneram a audição, cronicamente e ao longo do tempo. Hoje, pessoas com 45, 50 anos de idade já começam a ter perdas de audição”, alerta.
No Brasil, o Censo Demográfico de 2022 identificou cerca de 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva, sendo mais de 60% com 60 anos ou mais. Segundo o médico otorrinolaringologista a realização de consultas médicas regulares e a atenção aos primeiros sinais de dificuldade auditiva são fundamentais para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. “Sintomas como dificuldade para compreender conversas, necessidade de aumentar constantemente o volume da televisão ou do celular e zumbidos frequentes devem servir de alerta. Quanto mais cedo o paciente procurar acompanhamento especializado, maiores são as chances de identificar as causas da perda auditiva, retardar sua progressão e preservar a qualidade de vida”, ressalta.
