Fonte: Rodolfo Borduqui – Imprensa SESI Rio Preto
Foto: Divulgação
Exibição faz parte de exposições exclusivas que poderão ser vistas nos Centros Culturais do SESI-SP em Sorocaba, Itapetininga, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto
Em 2026, seis Centros Culturais do SESI-SP recebem instalações artísticas inéditas, criadas especialmente para cada espaço expositivo. Um deles é o Centro Cultural SESI Rio Preto, que apresenta a obra “Tapicuru”, do artista plástico Maurício Adinolfi.
Criada especialmente para o foyer do teatro do Centro Cultural SESI Rio Preto, “Tapicuru” é uma instalação site-specific inspirada na carpintaria naval. Com estrutura de madeira e ferro, a obra combina elementos de embarcações tradicionais com a forma orgânica da ossatura de uma baleia, criando um corpo híbrido que remete, ao mesmo tempo, a barco, animal e arquitetura.
Seu desenho estrutural — composto por quilha, cavernas e proa — revela o equilíbrio entre técnica e imaginação, convidando o público a percorrer a instalação e observar seus detalhes. A presença de pássaros característicos da região, especialmente os tapicurus, amplia o significado da obra ao evocar deslocamento, resistência e transformação.
Ao dialogar com os rios que marcam a região, como o Rio Preto e o Tietê, a instalação resgata memórias do território e propõe uma reflexão poética sobre travessia, movimento e pertencimento, conectando natureza, história e experiência humana.
As obras da mostra foram concebidas para dialogar com as características arquitetônicas, simbólicas e sensoriais de cada espaço expositivo, dentro da linguagem artística site-specific. Com essa proposta, o SESI-SP incentiva a produção da arte contemporânea e proporciona experiências únicas ao público.
“Desde 2013, o SESI-SP realiza o projeto Espaço Galeria, que contempla exposições de artes visuais e propicia a circulação de obras originais. Ao mesmo tempo, amplia o acesso do público a experiências culturais gratuitas e de qualidade. Neste ano, a iniciativa ganha uma versão especial, a Edição Site-Specific, com obras inéditas criadas especialmente para cada espaço expositivo. A escolha curatorial por esse conceito torna cada mostra exclusiva e proporciona uma experiência mais próxima, envolvente e significativa para o público”, explica Larissa Lanza, analista de Atividades Culturais do SESI-SP.
A obra “Tapicuru” ficará aberta à visitação a partir de 15 de julho, no foyer do Centro Cultural SESI Rio Preto (Avenida Duque de Caxias, 4656), de quarta-feira a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 10h às 19h. A entrada é gratuita.
Sobre o projeto Espaço Galeria: Edição Site-Specific
O Serviço Social da Indústria (SESI-SP) desenvolve ações que estimulam a criação, a circulação e o acesso à arte e à cultura em suas múltiplas linguagens. Entre essas iniciativas está o projeto Espaço Galeria, presente nos Centros Culturais de Campinas, Itapetininga, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Rio Claro e Sorocaba.
Criado em 2013, o projeto promove exposições de artes visuais com obras originais, acompanhadas por curadoria e expografia específicas. Em 2026, o Espaço Galeria: Edição Site-Specific incentiva a produção contemporânea por meio de obras inéditas concebidas especialmente para dialogar com as características arquitetônicas, simbólicas e sensoriais de cada ambiente.
Mais do que uma exposição, a proposta convida o público a refletir sobre o espaço como elemento ativo da criação artística, fortalecendo o compromisso do SESI-SP com a democratização do acesso à arte, à cultura e ao conhecimento.
Outras obras
No Centro Cultural SESI Sorocaba, Adrianna Eu apresenta “Um olhar para o mundo”, uma instalação construída com milhares de metros de linhas vermelhas e oitenta óculos antigos suspensos entre o teto e o chão, criando uma imersão na subjetividade humana.
Em Itapetininga, Laura Vinci assina “Folhas Avulsas”, composta por 154 folhas fotografadas, modeladas em 3D e banhadas a ouro, suspensas por correntes metálicas que transformam o espaço em um ambiente de leveza e contemplação.
Já em Campinas, a instalação “Uma história fóssil” apresenta uma torre de aço que faz circular continuamente água salgada coletada no mar de Santos, propondo uma reflexão sobre oceanos, indústria, economia e meio ambiente.
Em São José dos Campos, Laura Gorski apresenta “MaréMorada”, enquanto Marcelo Armani leva para Ribeirão Preto a instalação “TRANS(OBRE)POR”, que investiga a relação entre som, imagem e cidade.
