Fonte: Leila Peres – Infato Comunicação
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A Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista, explica que o remédio é o análogo dos hormônios intestinais GLP1 e GIP, que agem no centro da fome e promovem saciedade. É conhecido como King Kong entre os fármacos.
Um novo e revolucionário medicamento foi aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta segunda-feira, 25 de setembro, e deve começar a ser comercializado nos próximos meses no Brasil: a Tirzepatida, com o nome comercial Mounjaro. A inovação é conhecida como “king kong” entre os fármacos para o emagrecimento e tratamento do diabetes tipo 2, segundo a Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista. Ela comenta que o medicamento já é sucesso absoluto nos Estados Unidos por ser muito mais potente na melhora da glicose e no auxílio da perda de peso rápida. “Ele é o análogo dos hormônios intestinais GLP1 e GIP, que agem no hipotálamo, no centro da fome e saciedade”, ressalta a especialista.
A Dra. Elaine comenta que em estudos realizados pela Eli Lilly, laboratório responsável pela fórmula, em fase 3, apontaram uma redução média de 26,6% do peso dos participantes durante um ano e sete meses. A semaglutida (Ozempic), por exemplo, promoveu a redução de 15% do peso corporal em pacientes diabéticos após 16 meses. E pesquisas feitas com o Wegovy, mostraram uma perda de 17,4% em dois anos.
“Estive na Obesity Week 2022, em San Diego, na Califórnia, onde demonstraram que, durante os testes, uma pessoa típica com obesidade, que pesava cerca de 104kg, eliminou 23kg em um período aproximado de 17 meses. A grande diferença do Mounjaro para o que já temos no mercado, como o Ozempic (análogo do hormônio GLP1), é que ele também traz o GIP na sua composição, tornando-o o primeiro quimérico do mundo com duas substâncias em uma molécula. Isso o faz muito mais potente e eficaz tanto no controle glicêmico quanto no emagrecimento”, enfatiza a médica PHD em endocrinologia pela USP.
Para a Dra. Elaine, que também é metabologista, as expectativas são grandes na área. Ela acrescenta que “há, ainda, outras novidades em estudo chegando ao mercado, tenho participado de congressos mundiais fora do País e no Brasil. Mas, todas, devem ter prescrição médica, nunca automedicação. A avalanche de informações, conteúdos que prometem milagres, acabam sendo gatilhos para ansiedade, compulsão alimentar e criando expectativas irreais. Por isso, o tratamento com um médico de confiança e o acompanhamento são fundamentais”, ressalta a especialista.
