Fonte: Betania Lins
Foto: Divulgação
Primeiro brasileiro a integrar o grupo de conselheiros-seniores do Centro para Natureza e Clima – gerido pelo Fórum Econômico Mundial -, o empreendedor social esteve na China, em junho, para participar do Annual Meeting of the New Champions, conhecido como Summer Davos. O encontro reuniu alguns dos principais acadêmicos, formuladores de políticas públicas, empresários, jovens lideranças e representantes da sociedade civil para discutir temas centrais da agenda global, como inteligência artificial, transição climática, inovação tecnológica e os rumos da economia mundial.
Gui Brammer também está ampliando a sua atuação internacional com o The Hope Economy – A economia da Esperança, documentário que explora o potencial brasileiro para enfrentar os desafios globais por meio da inovação, da regeneração e da Bioeconomia.
O empreendedor social Gui Brammer teve o seu mandato como conselheiro-sênior do Centro para Natureza e Clima do Fórum Econômico Mundial renovado por mais um ano. A recondução reforça o reconhecimento internacional à trajetória do brasileiro e amplia a presença do Brasil em um dos principais espaços globais de discussão sobre desenvolvimento sustentável, inovação, regeneração e descarbonização da economia.
Em junho, o empreendedor esteve em Tianjin, na China, para participar do Annual Meeting of the New Champions, conhecido como Summer Davos. Organizado pelo Fórum Econômico Mundial, o encontro reuniu alguns dos principais acadêmicos, formuladores de políticas públicas, empresários, jovens lideranças e representantes da sociedade civil para discutir temas centrais da agenda global, como inteligência artificial, transição climática, inovação tecnológica e os rumos da economia mundial.
A participação no evento, permitiu Brammer acompanhar de perto tendências emergentes e conexões estratégicas que deverão orientar a construção de um programa voltado a empresas brasileiras interessadas em ampliar sua inserção nos ecossistemas globais de inovação, sustentabilidade e nova economia.
“Uma das atribuições que assumo neste segundo mandato é aproximar empresas brasileiras do ecossistema do Fórum Econômico Mundial. A partir das discussões que tenho liderado e do reconhecimento crescente do potencial da Bioeconomia brasileira, estou estruturando uma iniciativa voltada à formação de grupos de empresas nacionais para uma jornada anual de conexão internacional. A proposta inclui acesso a seis encontros globais, com o objetivo de ampliar a visibilidade das tecnologias desenvolvidas no Brasil e criar oportunidades para sua expansão em mercados internacionais. Será uma jornada exclusiva para empresas brasileiras, construída pela nossa organização em parceria com o Fórum. A minha ida à China, neste momento, tem justamente o propósito de alinhar os detalhes finais dessa iniciativa com a liderança do encontro Summer Davos”, aponta o empreendedor.
Fundador da Boomera – empresa pioneira em economia circular, da qual se desligou após concluir a venda em 2023 –, Brammer tornou-se, em 2024, o primeiro brasileiro a integrar o grupo de conselheiros-seniores do Centro para Natureza e Clima do Fórum Econômico Mundial. O convite inicial foi resultado da trajetória construída ao longo de anos de participação ativa nos debates promovidos pela organização e pelo reconhecimento internacional como empreendedor social inovador.
A aproximação de Brammer com o Fórum começou em 2019, quando venceu o Prêmio Empreendedor Social, realizado pela Folha de S.Paulo em parceria com a Fundação Schwab, organização irmã do Fórum Econômico Mundial. Em 2020, foi reconhecido pela fundação como Inovador Social do Ano, distinção que o colocou em evidência entre lideranças globais dedicadas à construção de soluções para desafios sociais e ambientais.
Ao longo de 2025, Brammer participou das discussões do Centro para Natureza e Clima, iniciativa que reúne centenas de organizações e dezenas de governos comprometidos com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e com o cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. Para o empreendedor, a renovação do mandato representa uma oportunidade de ampliar a contribuição brasileira em um ambiente que reúne governos, investidores, empresas, cientistas e organizações da sociedade civil para debater os grandes desafios do século XXI.
“O Brasil reúne ativos estratégicos para liderar agendas relacionadas à natureza, bioeconomia, transição energética, economia circular e ao clima, por isso, precisa capitanear as discussões sobre a temática. Minha intenção continua sendo fazer com que o país contribua com essas conversas e mostrar ao mundo soluções que já estão sendo desenvolvidas aqui”, afirma, acrescentando que recebe essa renovação menos como um reconhecimento individual e mais como uma oportunidade de ampliar a presença brasileira em debates estratégicos sobre o futuro da economia. “Grande parte da minha contribuição tem sido justamente mostrar que o Brasil possui ativos únicos – biodiversidade, capacidade científica, biomassa e potencial de inovação – que ainda ocupam um espaço muito menor do que poderiam nas discussões globais. O que mais me interessa nesse processo é criar pontes. Levar o Brasil para essas conversas e, ao mesmo tempo, trazer para o Brasil aprendizados, conexões e oportunidades que possam acelerar nossa inserção na economia das próximas décadas”, pontua.

Para Brammer, existe uma oportunidade pouco explorada pelo ecossistema brasileiro de inovação e impacto. “Há disponibilidade crescente de capital internacional para financiar soluções relacionadas à emergência climática, regeneração ambiental e ao desenvolvimento sustentável, mas ainda faltam iniciativas estruturantes voltadas a preparar os empreendedores para dialogar com investidores e lideranças globais”, afirma.