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  9 de março de 2026

Docente da UNIFIPA alerta para sinais iniciais da Doença de Parkinson e cuidados com o paciente


Fonte: Eric Ribeiro Conceição – Comunicação FPA

Fotos: Divulgação FPA

A Doença de Parkinson é considerada atualmente a segunda condição degenerativa mais comum do sistema nervoso central, ficando atrás apenas da Doença de Alzheimer. Identificada há mais de 200 anos pela comunidade médica, a enfermidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo e tende a se tornar ainda mais frequente com o envelhecimento da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4 milhões de pessoas convivem com o Parkinson globalmente, o que representa aproximadamente 1% da população com 65 anos ou mais. A projeção é que esse número dobre até 2040. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas tenham a doença.

Segundo o médico geriatra e coordenador da Comissão de Residência Médica da UNIFIPA, Dr. Eduardo Marques, é fundamental que familiares e cuidadores estejam atentos aos primeiros sinais, já que o diagnóstico precoce contribui para melhor controle da doença. “Os sintomas iniciais costumam ser discretos e muitas vezes passam despercebidos. Pequenas alterações, como tremores nas mãos, lentidão para realizar tarefas simples ou mudanças na escrita podem indicar o início do Parkinson. Além disso, a doença também pode apresentar sintomas não motores, como depressão, distúrbios do sono, tontura, dores, dificuldade na fala ou na deglutição e até alterações urinárias. Por isso, qualquer mudança persistente deve ser avaliada por especialista”, explica.

O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na avaliação médica, histórico do paciente e análise dos sintomas apresentados. Em alguns casos, exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições neurológicas.

Em relação ao tratamento, o médico geriatra explica que, embora o distúrbio ainda não tenha cura, o principal objetivo do acompanhamento é controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida do paciente. “O tratamento envolve principalmente o uso de medicamentos que ajudam o cérebro a compensar a redução da dopamina, substância responsável pelo controle dos movimentos do corpo. Esses medicamentos aumentam a quantidade dessa substância ou imitam sua ação, contribuindo para melhorar os movimentos, mas precisam ser utilizados de forma contínua e sempre com acompanhamento profissional”, afirma. Além da medicação, o acompanhamento com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros profissionais de saúde é fundamental para ajudar na manutenção das funções, estimular a independência nas atividades do dia a dia e preservar a autonomia do paciente pelo maior tempo possível. Estudos indicam que pacientes que iniciam atividades físicas ainda nos estágios iniciais da doença podem apresentar evolução mais lenta dos sintomas.

Dr. Eduardo Marques, ressalta que o suporte da família é essencial em todo esse processo, inclusive no que diz respeito às adaptações. “Entre as recomendadas estão a retirada de tapetes soltos, que podem causar tropeços, a instalação de barras de apoio em banheiros e corredores, principalmente próximas ao vaso sanitário e ao box do chuveiro, e a utilização de pisos antiderrapantes. Também é indicado manter boa iluminação em todos os ambientes da casa, evitar móveis com quinas pontiagudas e deixar os espaços de circulação mais livres”, alerta