Fonte:  Angela Rocha – MF Press Global

Fotos: Dra. Daniela Marcela (MF Press Global/IMF Press Global) Imagem Ilustrativa (Reprodução/FreePik)

O principal passo que se deve fazer é procurar um especialista, definir o regime tributário em que vai investir e separar a documentação, afirma a advogada Dra. Daniela Marcela, especialista em imigração e previdenciário, que atua no Brasil e em Portugal

O sonho de morar em Portugal continua atraindo milhares de brasileiros todos os anos. Entre a segurança, a qualidade de vida, o idioma compartilhado e a crescente comunidade lusófona, o país se consolidou como um dos destinos favoritos de quem busca recomeçar a vida no exterior.

De acordo com dados do Itamaraty de 2023, há aproximadamente 513 mil brasileiros vivendo em Portugal, constituindo a maior comunidade estrangeira no país e a segunda maior comunidade brasileira no exterior.

Mas, para transformar o desejo em realidade, é importante entender que o processo migratório envolve burocracia, planejamento e decisões estratégicas que podem impactar o futuro financeiro e legal do imigrante.

A importância do aconselhamento profissional
De acordo com a advogada especialista em imigração e previdenciário, Dra. Daniela Marcela, que atua no Brasil e em Portugal, o primeiro passo é buscar orientação com um profissional sobre o processo.

“O principal passo que se deve fazer é procurar um especialista, definir o regime tributário em que vai investir e separar a documentação”, afirma.

A escolha do visto é uma das etapas mais importantes do processo. Portugal oferece uma gama variada de opções, como vistos de trabalho, empreendedorismo, estudo, procura de trabalho, nômade digital, aposentadoria, reunião familiar e investimentos.

“Cada categoria exige documentos e comprovações específicas, o que torna fundamental uma análise cuidadosa do perfil do solicitante. Um erro nessa etapa pode atrasar meses de planejamento ou até resultar em negativa de visto”, alerta.

Levantamento de documentos
Outro aspecto fundamental é a organização dos documentos. Passaporte válido, comprovantes financeiros, antecedentes criminais, seguro saúde, comprovação de residência e documentos específicos do tipo de visto são exigidos pela imigração portuguesa.

“Muitos desses documentosprecisam ser emitidos recentemente e apostilados, o que demanda um tempo maior de preparação. A falta de um único documento pode fazer com que todo o processo volte à estaca zero”.

“Após a aprovação do visto no consulado, o processo continua em território português. A etapa de autorização de residência, agora sob responsabilidade da AIMA, exige atenção a prazos e agendamentos, além de documentação complementar. É só após essa fase que o imigrante passa a ter residência legal plena no país”, destaca a Dra. Daniela Marcela.

Para quem pretende morar em Portugal em 2026, a principal recomendação é não deixar a preparação para a última hora. Com legislação em constante atualização, a orientação profissional se torna uma ferramenta essencial para evitar erros, retrabalhos e frustrações.