Fonte: Erika Martino

Foto: Divulgação

Evento promovido pela ACE Catanduva traz os especialistas Luciana do Espírito Santo e Jorbson José para falar sobre desburocratização, riscos psicossociais e aplicação prática das normas

Traduzir as exigências legais da NR-1 em uma linguagem acessível de gestão e mostrar como o cumprimento das normativas pode ser um aliado da produtividade e da proteção jurídica dos negócios locais é a proposta da 15ª edição do Conecta ACE, evento promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE Catanduva) no dia 30 de outubro, às 7h30, no anfiteatro da entidade.

Para conduzir a manhã de capacitação e networking, o encontro receberá Luciana do Espírito Santo e Jorbson José Carvalho, sócios-proprietários da JL Consultoria em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) que abordarão o tema central “NR-1 sem complicação – Como proteger sua empresa: desburocratização e aplicação prática”.

Muitos empresários ainda enxergam as Normas Regulamentadoras como processos puramente burocráticos. No entanto, Luciana do Espírito Santo destaca que o foco deve ser a gestão real de pessoas e processos. “O primeiro passo é mudar a visão: a NR-1 não exige papelada, ela exige gestão na empresa sobre as pessoas e processos. Isso significa conhecer os riscos reais do seu negócio, identificar, registrar e analisar o que já faz para controlá-los e manter um plano de ação vivo” explica.

A especialista pontua ainda que a norma prevê tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas, o que simplifica a rotina quando a gestão de SST (como PGR, PCMSO e eSocial) é integrada em um único lugar.

Um dos grandes alertas da 15ª edição do Conecta ACE diz respeito às atualizações recentes na legislação. Desde maio de 2026, a inclusão dos riscos psicossociais passou a valer no gerenciamento de riscos ocupacionais. “No campo jurídico, os riscos são autos de infração e ações trabalhistas por doença ocupacional, inclusive adoecimento mental. Durante as perícias, quando atuamos como assistentes técnicos, vemos isso de perto: quando a empresa não tem documento que comprove a gestão do risco, ela entra no processo praticamente sem defesa”, adverte.

No âmbito financeiro, a negligência pode gerar multas, indenizações, ações regressivas do INSS e o encarecimento do FAP, além de reflexos operacionais como absenteísmo e rotatividade.

De acordo com o palestrante Jorbson José Carvalho, mais do que evitar passivos, a implementação correta da NR-1 revela gargalos operacionais e desperdícios financeiros. Quando a empresa levanta os riscos de verdade, descobre problemas em postos mal organizados ou na sobrecarga de funções. “Funcionário que se sente seguro, respeitado, em ambiente agradável e com atividades bem definidas falta menos, erra menos e permanece mais tempo na empresa”, ressalta.

Para os gestores que desejam iniciar a adequação, a orientação é clara: fazer um diagnóstico honesto revisando o PGR após as exigências de 2026 e garantindo que exames e o eSocial estejam em dia.

Serviço:
Evento: 15ª edição do Conecta ACE – “NR-1 sem complicação”
Data: 30 de outubro, às 07h30
Local: Anfiteatro da ACE Catanduva – Rua Alagoas, 137
Inscrições: Disponíveis pelo link na bio do Instagram oficial da ACE (@acecatanduva).

Luciana do Espírito Santo